Filme: Tarja Branca – a revolução que faltava

O convite para assistir Tarja Branca veio de uma das minhas mais queridas amigas da faculdade, a Carol Lima – só ela para conseguir me tirar de casa num sábado à noite pós-jogo do Brasil na Copa, mas valeu (super) a pena.

Tarja Branca – a revolução que faltava, do diretor Cacau Rhoden, mostra através de pontos de vista diferentes como o brincar está intrinsecamente relacionado com a natureza humana e que é através deste simples e cotidiano ato que as tarja brancacrianças descobrem o mundo e se relacionam com os demais.

Pessoas comuns, estudiosos, músicos, educadores, entre outros personagens são convidados a refletir sobre o assunto frente às lentes perscrutadoras das câmeras. Embora de gerações, classes sociais e até mesmo nacionalidades diferentes todos os depoimentos parecem se interligar num ponto comum: a importância do espírito lúdico, não apenas para as crianças, mas para a sociedade como um todo.

A maioria dos entrevistados apresenta um brilho no olhar ao resgatar as lembranças dos primeiros anos de sua existência – talvez a única coisa que tenha ficado intacta ao longo dos anos que se passaram. Narram em tom saudosista, porém leve, as brincadeiras que consumiam o tempo livre que tinham. E levam os espectadores a recordar também.

Há nesse meio quem não teve uma infância feliz ou sequer pode conhecer as brincadeiras quando pequeno, mas que encontrou nessa expressão um sentido para a sua vida adulta. As manifestações folclóricas, as nossas – muitas vezes desprezadas – raízes culturais permitem que esses adultos se encontrem com o seu eu-criança. O remédio, talvez, para uma sociedade que se apresenta cada vez mais doente, estressada, deprimida e apática.

Não é difícil dizer que ao final do documentário meus olhos estavam inundados de lágrimas (uma mulher algumas poltronas atrás da minha chorava copiosamente). As reflexões me tocaram de maneira profunda e acho que é essa exatamente a proposta da obra.

No caminho até o metrô o nosso grupo seguiu relembrando as brincadeiras comuns da nossa infância (pipa, queimada, rouba bandeira, pular corda, carrinho de rolimã). Com tristeza me dei conta que há tempos eu não vejo as crianças brincarem como a gente brincava, sabe? Voltar para casa com os pés pretos ou com a mãe chamando para tomar banho e jantar. Vida boa…

“Aquele menino que você foi está o tempo todo olhando para você e dizendo ‘e aí, o que você fez de mim?’”, propõe um dos entrevistados. Pois é, aonde foi parar o meu eu-menina que enxergava a magia da vida em tudo? Que achava que podia ser tudo o que quisesse… Acho que se pudesse voltar no tempo e me encontrar com uns 9 anos de idade falaria para o meu eu-menina não ter pressa para crescer, aproveitar muito esse momento que passa mais rápido do que a gente imagina. E pode até não parecer, mas é a fase da nossa vida em que somos mais livres, talvez porque deixamos nossa imaginação e inocência guiar nossos passos.

Está aí uma coisa que eu só contei para uma pessoa (Lu Nunes, acho que você vai lembrar), mas há uns 2 anos um médium me disse que eu precisava resgatar aquela mesma sensação que tinha quando olhava para o céu estrelado quando era criança e que fazia meu coração disparar. Pode parecer besteira, mas costumava olhar bastante para as estrelas e estudar sobre o universo, dizia que seria astrônoma (olha a viagem) e escritora. Os caminhos tortos me levaram ao Jornalismo…

Na realidade? Todas essas reflexões me fizeram enxergar que o que eu desejava mesmo era poder tocar a alma humana com a magia das palavras. Fazê-la vislumbrar o extraordinário por meio da imaginação. É, quem sabe seja a hora de tirar alguns textos empoeirados das gavetas e ver no que dá.

Enfim, há muitos outros aspectos que eu gostaria de abordar aqui, principalmente a minha visão como mãe, porém abro espaço para você conferir Tarja Branca e refletir também.

 

 

Título: Tarja Branca – a revolução que faltava

Duração: 80 min.

Diretor: Cacau Rhoden

Produtora: Maria Farinha Filmes

Facebook: https://pt-br.facebook.com/tarjabranca

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Mais uma vez

Texto da Laura Stephane que gostei muito. Vale a pena conferir,

terceiraversao

“Eu te amo, mas eu não gosto mais de você.”

Essa frase retirada de mais uma leitura de best-seller romântico surgiu numa conversa à mesa de bar. Um sábado quente que pedia poucas roupas e chopps bem gelados após uma exaustiva  caminhada pela Avenida Paulista. A noite estava linda, daquelas que você quer compartilhar com aqueles que ama. Esse clima, essa combinação, as mensagens provocativas que não paravam de chegar me instigaram, a mais uma vez. Nem mesmo a confusão que há meses se formou na minha cabeça foi capaz de me deter. A confusão parecia tão pequena perto da imensidão do sentimento.

Talvez se a noite tivesse  acabado naquele beijo dado no senhor – muito simpático – pra quem cedemos a mesa, talvez, eu estivesse feliz. Não foram apenas os chopps, mas a sensação de bem-estar e estar bem que algumas pessoas nos causam estava ali. E é tão…

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Livro: O segredo de Emma Corringan

Há muito que eu não me dedicava à leitura. Tempo mesmo. Afinal eu, mãe de primeira viagem, estava às volta com a cria e não tinha tempo nem de ir ao banheiro (sem brincadeira), quanto mais me debruçar sobre um livro e mergulhar em um mundo que não fosse o meu. Sem contar que a minha concentração para ler/escrever andava péssima desde a gravidez (pra listar apenas alguns dos efeitos colaterais).

ImagemEntão estava deixando para retomar as leituras quando voltasse a trabalhar, afinal precisava me distrair dos caóticos momentos casa-trabalho-trabalho-casa, que só o nosso querido transporte público consegue nos proporcionar. E quando a minha irmã comentou despretensiosamente sobre esse livro e não parava de rir, logo me interessei.

Emma Corringan é uma jovem britânica de 25 anos, recém-formada, que ocupa o cargo de assistente de marketing em uma empresa que detém a marca de uma bebida, a Panther Cola. Ela tem um namorado bonito e atencioso, além de uma família que adora pegar no seu pé devido aos suas recentes e não bem sucedidas carreiras. Mas, como todo mundo, ela tinha pequenos e grandes segredos, que não revelava nem à sua melhor amiga.

Durante uma turbulenta viajem de avião, a serviço da empresa, e após arruinar o que achava que seria a sua chance de ser promovida, Emma conta todos os seus segredos para um completo estranho na poltrona ao lado. Em sua defesa, ela achava que não sobreviveria à viagem e “que mal faria contar seus segredos íntimos a alguém que ela jamais veria novamente?”.

Contudo, ela não somente sobrevive, como da de cara com o estranho no dia seguinte no lugar que ela jamais poderia imaginar: seu trabalho.

Ela já se sentiria perdida se Jack Harper fosse apenas mais um colega, porém ele é ninguém menos do que um dos sócios fundadores da Panther, ou seja, seu chefe e evitá-lo não é uma decisão que ela possa tomar simplesmente. E como encarar alguém que sabe absolutamente tudo sobre você? Inclusive que você mentiu sobre um dos itens do seu currículo.

Esse é apenas um dos dilemas enfrentados por Emma e que a colocarão em situações extremamente constrangedoras e engraçadas (para nós leitores, é claro).

O melhor do livro é a maneira divertida com que Sophie Kinsella descreve as aventuras da personagem e a faz parecer tão real. Sério, quem não tem um segredo irrevelável (ou nem tanto) que atire a primeira pedra.

Título: O segredo de Emma Corringan

Editora: Record

 

Relacionamentos (e términos) em tempos de redes sociais

ImagemLembro com certa nostalgia do tempo em que usava as redes sociais apenas para saber um pouco sobre o meu mais novo pretendente (ou colecionar amigos e scraps). Um item fundamental, que não podia faltar em qualquer fuxicada básica, era saber o status de relacionamento do indivíduo. Isso já vai fazer uns 9 anos (sim, no falecido Orkut) e os status limitavam-se apenas a solteiro, casado e namorando, mas então Tio Zuck inventou o Facebook e, além de saber qual a situação do relacionamento de fulano, a gente passou a saber com quem ele mantinha tal relação… Resultado? Não faltam comparações e pequenas surpresas.

Antigamente você precisava gastar horas revirando o perfil e fotos daquela pessoa para saber alguns detalhes mais íntimos sobre ela; hoje basta acompanhar por alguns segundos os feeds de notícias, para saber até o que ela comeu hoje ou vai comer… Acho que o meu eu de 9 anos atrás ficaria surpresa com toda essa evolução. Afinal o meu eu de agora ainda não se acostumou em abrir a bendita página e ler “Como você está se sentindo, Priscila”; pior ainda são aquelas pessoas que insistem em responder como se o Facebook fosse um conhecido, mas considerando os “Bom dia, face”, responder para ele o que está acontecendo, até soa algo normal.

Outro dia, quando saí com as amigas da minha irmã Dai (que são apenas uns 4 anos mais novas do que eu), ouvi que elas achavam muito mais fácil encontrar alguém pela internet do que pessoalmente. Achei a afirmação um absurdo, ainda mais vinda de garotas com 20 anos. Mas, se você avaliar a mecânica dos status, não fica difícil saber o porquê. Como não vibrar quando o “ser” dos seus sonhos finalmente largou daquela baranga sem sal ou quando a garota mais gata da turma está novamente disponível no mercado e, o que é melhor, vai estar naquele evento tão esperado. Nada como investir na produção e sair para o ataque, com todo o meu apoio.

A única coisa que me irrita nessas mudanças de status é a falta de noção de um povo. Aquele cara que mal terminou o namoro e já começa a postar fotos de panicats x coelhinhas da playboy falando qual pegaria… Ou aquela garota arrasada que, após brigar com o namorado, diz que não quer “saber de homem nenhum” ou que “nunca mais vai namorar na vida”, só para duas semanas depois reatar o namoro e pagar com a língua todas as baboseiras que postou.

Nesses momentos a atitude mais sensata seria dar um tempo da rede, ler, ir ao cinema… Qualquer coisa que não envolvesse ficar no Facebook diante da sua irresistível ferramenta de soltar diretas e indiretas. Sei que não é fácil, toda vez que estava meio deprê (ou terminava o meu namoro) corria para postar poemas de Vinicius de Moraes e músicas melancólicas, muito embora faça isso mesmo sem ser nestas ocasiões críticas, é óbvio que tudo vira um recado em potencial (mesmo que não seja). Sem falar que é muito chato quando alguém curte o “passou de um relacionamento sério para solteiro” dos outros… Não importa o motivo (segundas intenções?), porque se os pombinhos reatarem você pode se ver numa saia justa.

Outra coisa que você tem que conviver é que, da mesma forma que o Facebook aproxima as pessoas, ele também separa. E eu não estou falando exclusivamente do ciúme nosso de cada dia, mas quando temos um amigo que começa a namorar com outra pessoa que consequentemente se torna sua amiga também, então, em um não tão belo dia, eles terminam e você descobre que a pessoa excluiu não somente o ex, mas você e todos da turma. Ok, você até compreende o quão difícil é aquele momento, porém não minimiza o mal-estar que a situação gera. A única coisa que eu consigo pensar é: sério que um relacionamento malfadado faz com que você exclua da sua vida nada menos do que 50 pessoas ou mais? Sinceramente não vale a pena, até porque hoje contato é tudo. Afinal, aquela pessoa que você acha que não vai te fazer falta, pode ser decisiva em uma indicação de emprego ou trabalho importante. Então pense duas vezes antes de tomar uma atitude que você possa se arrepender, seja no começo, término ou reconciliação.

Mas e aí, você já passou por uma situação parecida?

Ser Clara

ser_clara Adquiri Ser Clara na última bienal do livro aqui em Sampa. Na verdade eu já o conhecia, pois sigo a Editora Underworld no twitter há bastante tempo. Logicamente, a primeira coisa que chamou a minha atenção foi a capa – li alguns comentários falando que ela é ousada demais, mas achei linda.

Comprei o livro diretamente das mãos da escritora Janaina Rico. Ela foi tão simpática apresentando o trabalho dela no site Mulheres que Comandam e falando sobre o livro, que não resisti. Sem falar que sou super adepta da literatura nacional. Acho que já deu até para perceber, porque a maioria dos livros que indico aqui são brasileiros.

Enfim, demorei um tempinho para começar a lê-lo – tantas coisas acontecendo na minha vida que, pela primeira vez, dei uma abandonada nos livros e o blog ficou jogado às traças… Mas de certa forma foi até bom ter levado esse tempo, pois talvez não tivesse compreendido tão bem as “maluquices” da Clara.

No começo da narrativa não fui muito com a cara da personagem. Fiquei pensando algo do tipo “Caramba, quem é que tem um ego tão grande assim?”, sem falar que achei um absurdo a Clara ressaltar que seu ponto forte era a bunda avantajada. Mas depois, conforme as coisas foram se desenrolando, percebi que o que realmente me incomodou foi o fato de ela ser tão… real. Não se assemelhava em nada com aquelas mocinhas inseguras e ingênuas a que estamos tão acostumados.

Clara tem 27 anos. É formada em letras e exerce o cargo de professora de português em um colégio particular de Brasília. Mora numa quitnet pequena, mas charmosa. Seu salário não é lá essas coisas, porém não abre mão de certos “luxos” e por isso vive pendurada em dívidas. Não chega a ser uma beldade, mas tem um corpo bonitos e atributo que ela sabe usar muito bem a seu favor. Parece com alguém que você conhece? Pois é…

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Em meios aos preparativos finais do casamento de sua melhor amiga, conhece João Thomas, um médico rico e bonito. Poderia ser o romance perfeito, afinal o cara é tudo que qualquer jovem, ainda mais uma que já começou a ouvir tic tac acelerado do seu relógio biológico, sonha. Mas, como nada na vida costuma ser tão simples, Clara se interessa também por um amigo dos tempos do colégio e que nuca fez o seu tipo.
Ser Clara é uma narrativa leve e recheada de bom humor e tons picantes (sem exageros). Clara é aquela nossa amiga maluquinha que apronta todas, porém é uma ótima pessoa. E como todos os seres humanos vive às voltas com os dilemas amorosos e morais. Super-recomendo a leitura.

 

Feios

“Em um mundo de extrema perfeição, o normal é feio.”

E lá estava eu, semana passada, carregando este livro para cima e para baixo e além das habituais perguntas de “Esse livro é bom?”, teve uma que se superou “É um livro de autoajuda?” ¬¬’ Sabe aquele momento em que você não sabe se ri ou se chora? Ok Nathália, eu sei que você não tinha intenção…

Embora NÃO seja de autoajuda a história deste livro – o primeiro da série escrita por Scott Westerfeld – deixou-me com muitas reflexões e a principal delas é: até que ponto um mundo perfeito seria realmente bom?

Tally Youngblood, a personagem central, nunca havia parado para pensar sobre isso. Cresceu sabendo que até os 16 anos seria feia, mas depois passaria por uma operação que a transformaria em perfeita – seus cabelos, olhos, ossos e pele seriam modicados para torná-la bela.

Prestes a completar os tão esperados 16 anos de idade, ela não vê a hora de se juntar a seu amigo Peris, alguns meses mais velho do que Tally, e deixar Vila Feia para aproveitar todos os prazeres de Nova Perfeição – cidade proibida para quem ainda não se tornou perfeito.

A única coisa que talvez sinta falta é de todas as transgressões que comete sendo feia, afinal os perfeitos estão ocupados demais com festas e outras diversões para sequer pensarem em burlar alguma regra. Enquanto aguarda pela operação conhece Shay, uma feia que faz aniversário no mesmo dia que ela. A nova amiga junta-se a Tally em pequenas aventuras e faz aqueles dias de espera terem sentido. Porém uma semana antes do aniversário das duas, Shay confidencia a Tally que não deseja passar pela cirurgia e que se juntará a um bando de renegados que também não concordam com o sistema.

Por quê alguém em sã consciência não iria querer se tornar perfeito e levar uma vida feliz? Tally está longe de compreender isso, mas quando a amiga realmente foge, despertando a atenção das autoridades, os Especiais, ela descobre que ficar feia para sempre será a menor das suas preocupações.

Título: Feios
Autor: Scott Westerfeld
Ano: 2010
Série: Feios
Páginas: 416
Ediora: Galera Record

Jogos Vorazes

Ontem foi a estreia de Jogos Vorazes e, para um filme/livro mencionado como um possível substituto de Harry Potter (e até de Crepúsculo), confesso que me deixou um tanto decepcionada.

Primeiro que fiquei desesperada para comprar os ingressos, antes que se esgotassem, mas a sessão que eu estava não chegou nem perto de lotar. Segundo, de fãs da trilogia, vi apenas um grupinho de cerca de 10 garotos e garotas (bastante barulhentos, por sinal) e o restante dos espectadores, com certeza, estava lá mais por curiosidade do que qualquer outra coisa.

Ambientado em um futuro em que jovens de 12 distritos são oferecidos como tributo de um jogo mortal, e apenas 1 será o sobrevivente/vencedor, o filme, adaptação do primeiro livro da trilogia The Hunger Games, de Suzanne Collins, não deixou a desejar completamente, e isto se deve à boa atuação do elenco principal, além de cenas impactantes, sem serem apelativas.

Destaque para Jennifer Lawrence (juro que não a havia relacionado com a Mística, de X-Men Primeira Classe, até ler em algum lugar), que conseguiu dar vida à personagem forte e intensa, Katniss Everdeen, e que, numa cena emocionante, se oferece como tributo no lugar da sua amada irmã, Prim Everdeen.

Quase não reconheci a Elizabeth Banks embaixo de toda aquela maquiagem e roupas espalhafatosas de sua personagem, sem falar que até descobrir que Wes Bentley (no papel de Seneca) é aquele ator de Beleza Americana, quebrei a cabeça. Há também Lenny Kravitz e Donald Sutherland.

Até a metade do filme há toda uma inserção no clima dos Jogos. E não é para menos que a inspiração de Suzanne Collins tenha sido os atuais reality shows, uma vez que há toda aquela ilusão do começo: os tributos são tratados de maneira especial (comem e dormem muito bem, em comparação à vida de miséria em que a maioria vive); até que são jogados na arena e precisam lutar por sua sobrevivência. A crítica à sociedade atual é clara, por isso não entrarei em detalhes; recomendo que vocês confiram e, principalmente, reflitam.


Sábado À Noite

Sábado à Noite, da escritora nacional Babi Dewet, é um daqueles livros que remetem à muitas sensações boas da época da adolescência, e não há como evitar sentir saudade (para quem já passou por essa fase) ou não se identificar com as situações descritas. Afinal SAN, como é conhecido na web, soube traduzir com maestria esse momento tão delicioso e cheio de complicações que é ser adolescente.  Inclusive a história nasceu como uma fanfic na internet, pois a escritora é superfã da banda McFly.

Diferentemente da maioria dos livros que são voltados para o público juvenil, a garota principal não é aquela excluída do colégio; pelo contrário, Amanda é linda e sabe muito bem disso. Junto com suas quatro melhores amigas, forma o grupo de garotas mais populares onde estudam. Todos os garotos as desejam e as meninas as idolatram.

Parece perfeito, né? Mas a realidade está longe disso. A garota mais popular do colégio também sofre e vive seus conflitos amorosos. Ela se divide entre seus verdadeiros sentimentos por Daniel, que faz parte de um grupo de garotos que a maioria das pessoas do colégio prefere evitar, e o medo de por uma amizade, além da sua reputação, em risco.

Se isso já não fosse o suficiente para deixar uma garota ocupada, há também uma banda de mascarados que dão show e fazem todas as meninas suspirarem durante os bailes de sábado à noite que o diretor resolve promover. E Amanda tem a sensação de que as músicas que eles tocam dizem muito sobre… ela.

Para ser sincera: detestei a Amanda logo de cara – talvez por  ela representar exatamente aquela turma de meninas que eu nunca curti – e me identifiquei muito com o Daniel e sua trupe – quem dera que todos os garotos de 17 anos fossem como eles. Quase todas as passagens do livro me deixaram com um sorriso bobo por muito tempo, lembrando de um ou outro episódio que vivi (vivo) com meus amigos, por isso era meio constrangedor quando me dava conta disso em um dos coletivos da vida (metrô ou ônibus).

Recomendo bastante a leitura deste livro que foi lançado de maneira independente em 2010 e em breve será publicado pela editora Generale. Então ,se você não conhece a história, terá a oportunidade de ter a versão revista e ampliada.

Eu tenho a versão independente, com autógrafo e tudo:

E recentemente a escritora anunciou a capa da nova versão que chegará às livrarias nacionais ainda este ano de 2012:

Filha do Mal

Filha do Mal, produção norte americana, chegou aos cinemas do Brasil ontem e não pude deixar de conferir.

Fui ao cinema com a ideia de que se tratava de um filme promissor, afinal desbancou o Missão Impossível 4 nas bilheterias dos EUA e o trailer é instigante (ah e tem uma brasileira encabeçando o elenco).

Já na bilheteria vi que as coisas realmente prometiam (e aí depende da sua interpretação): a funcionária do cinema fez questão de conferir no meu RG se eu tinha idade suficiente para assistir ao filme (diga-se de passagem que a classificação indicativa é 16 anos). E fui “agraciada” com o seguinte comentário: “Nossa! Você tem toda essa idade? Não parece”. (Ok, quando eu tinha 16 e as pessoas me davam menos idade eu ficava brava, mas agora, com 23, acho engraçado. Obrigada genética!).

Ingressos comprados, meu namorado e eu nos dirigimos para a sala e logo na entrada tive o meu primeiro susto: ao passar por aquele túnel semi iluminado quase dei de cara com uma parte do teto que havia se soltado.  “Opa o filme já começa aqui?”, comentei deixando a batida do coração estabilizar e nós dois rimos.

O enredo de Filha do mal se passa no final de 2009. Foi filmado como uma espécie de documentário em que a personagem principal, Isabella Rossi (Fernanda Andrade), tenta entender o que aconteceu com a sua mãe 20 anos antes quando, em ritual de exorcismo, Maria Rossi matou 3 pessoas. Junto com seu amigo Michael, o cinegrafista, ela vai para a Itália tentar juntar as peças soltas que envolvem o mistério. Em Roma, eles conhecem dois padres que tentarão mostrar a linha tênue que separa uma possessão demoníaca de um distúrbio mental.

Confesso que fico em dúvida se devo ou não recomendar esse filme. O enredo é legal, tem algumas cenas realmente assustadoras e bons efeitos, entretanto o desfecho… Tive a impressão que ficaram muitas coisas sem resposta, mas talvez esta tenha sido a intenção dos produtores (quem sabe venha continuação por aí…). Sem mencionar que muitos dos elementos utilizados não são nenhum pouco originais, não há como não deixar de relacionar com O Exorcista, Bruxa de Blair, Atividade Paranormal…

Título Original: The Devil Inside
Elenco: Fernanda Andrade, Simon Quarterman, Evan Helmuth, Ionut Grama, Suzan Crowley, Bonnie Morgan, Brian Johnson, Preston James Hillier, D.T. Carney.
Direção: William Brent Bell
Gênero: Terror
Duração: 83 min.

 

 

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