Ontem foi a estreia de Jogos Vorazes e, para um filme/livro mencionado como um possível substituto de Harry Potter (e até de Crepúsculo), confesso que me deixou um tanto decepcionada.
Primeiro que fiquei desesperada para comprar os ingressos, antes que se esgotassem, mas a sessão que eu estava não chegou nem perto de lotar. Segundo, de fãs da trilogia, vi apenas um grupinho de cerca de 10 garotos e garotas (bastante barulhentos, por sinal) e o restante dos espectadores, com certeza, estava lá mais por curiosidade do que qualquer outra coisa.
Ambientado em um futuro em que jovens de 12 distritos são oferecidos como tributo de um jogo mortal, e apenas 1 será o sobrevivente/vencedor, o filme, adaptação do primeiro livro da trilogia The Hunger Games, de Suzanne Collins, não deixou a desejar completamente, e isto se deve à boa atuação do elenco principal, além de cenas impactantes, sem serem apelativas.
Destaque para Jennifer Lawrence (juro que não a havia relacionado com a Mística, de X-Men Primeira Classe, até ler em algum lugar), que conseguiu dar vida à personagem forte e intensa, Katniss Everdeen, e que, numa cena emocionante, se oferece como tributo no lugar da sua amada irmã, Prim Everdeen.
Quase não reconheci a Elizabeth Banks embaixo de toda aquela maquiagem e roupas espalhafatosas de sua personagem, sem falar que até descobrir que Wes Bentley (no papel de Seneca) é aquele ator de Beleza Americana, quebrei a cabeça. Há também Lenny Kravitz e Donald Sutherland.
Até a metade do filme há toda uma inserção no clima dos Jogos. E não é para menos que a inspiração de Suzanne Collins tenha sido os atuais reality shows, uma vez que há toda aquela ilusão do começo: os tributos são tratados de maneira especial (comem e dormem muito bem, em comparação à vida de miséria em que a maioria vive); até que são jogados na arena e precisam lutar por sua sobrevivência. A crítica à sociedade atual é clara, por isso não entrarei em detalhes; recomendo que vocês confiram e, principalmente, reflitam.















