Ontem foi a estreia de Jogos Vorazes e, para um filme/livro mencionado como um possível substituto de Harry Potter (e até de Crepúsculo), confesso que me deixou um tanto decepcionada.

Primeiro que fiquei desesperada para comprar os ingressos, antes que se esgotassem, mas a sessão que eu estava não chegou nem perto de lotar. Segundo, de fãs da trilogia, vi apenas um grupinho de cerca de 10 garotos e garotas (bastante barulhentos, por sinal) e o restante dos espectadores, com certeza, estava lá mais por curiosidade do que qualquer outra coisa.

Ambientado em um futuro em que jovens de 12 distritos são oferecidos como tributo de um jogo mortal, e apenas 1 será o sobrevivente/vencedor, o filme, adaptação do primeiro livro da trilogia The Hunger Games, de Suzanne Collins, não deixou a desejar completamente, e isto se deve à boa atuação do elenco principal, além de cenas impactantes, sem serem apelativas.

Destaque para Jennifer Lawrence (juro que não a havia relacionado com a Mística, de X-Men Primeira Classe, até ler em algum lugar), que conseguiu dar vida à personagem forte e intensa, Katniss Everdeen, e que, numa cena emocionante, se oferece como tributo no lugar da sua amada irmã, Prim Everdeen.

Quase não reconheci a Elizabeth Banks embaixo de toda aquela maquiagem e roupas espalhafatosas de sua personagem, sem falar que até descobrir que Wes Bentley (no papel de Seneca) é aquele ator de Beleza Americana, quebrei a cabeça. Há também Lenny Kravitz e Donald Sutherland.

Até a metade do filme há toda uma inserção no clima dos Jogos. E não é para menos que a inspiração de Suzanne Collins tenha sido os atuais reality shows, uma vez que há toda aquela ilusão do começo: os tributos são tratados de maneira especial (comem e dormem muito bem, em comparação à vida de miséria em que a maioria vive); até que são jogados na arena e precisam lutar por sua sobrevivência. A crítica à sociedade atual é clara, por isso não entrarei em detalhes; recomendo que vocês confiram e, principalmente, reflitam.


Sábado À Noite

Publicado: 16 de março de 2012 em Livros
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Sábado à Noite, da escritora nacional Babi Dewet, é um daqueles livros que remetem à muitas sensações boas da época da adolescência, e não há como evitar sentir saudade (para quem já passou por essa fase) ou não se identificar com as situações descritas. Afinal SAN, como é conhecido na web, soube traduzir com maestria esse momento tão delicioso e cheio de complicações que é ser adolescente.  Inclusive a história nasceu como uma fanfic na internet, pois a escritora é superfã da banda McFly.

Diferentemente da maioria dos livros que são voltados para o público juvenil, a garota principal não é aquela excluída do colégio; pelo contrário, Amanda é linda e sabe muito bem disso. Junto com suas quatro melhores amigas, forma o grupo de garotas mais populares onde estudam. Todos os garotos as desejam e as meninas as idolatram.

Parece perfeito, né? Mas a realidade está longe disso. A garota mais popular do colégio também sofre e vive seus conflitos amorosos. Ela se divide entre seus verdadeiros sentimentos por Daniel, que faz parte de um grupo de garotos que a maioria das pessoas do colégio prefere evitar, e o medo de por uma amizade, além da sua reputação, em risco.

Se isso já não fosse o suficiente para deixar uma garota ocupada, há também uma banda de mascarados que dão show e fazem todas as meninas suspirarem durante os bailes de sábado à noite que o diretor resolve promover. E Amanda tem a sensação de que as músicas que eles tocam dizem muito sobre… ela.

Para ser sincera: detestei a Amanda logo de cara – talvez por  ela representar exatamente aquela turma de meninas que eu nunca curti – e me identifiquei muito com o Daniel e sua trupe – quem dera que todos os garotos de 17 anos fossem como eles. Quase todas as passagens do livro me deixaram com um sorriso bobo por muito tempo, lembrando de um ou outro episódio que vivi (vivo) com meus amigos, por isso era meio constrangedor quando me dava conta disso em um dos coletivos da vida (metrô ou ônibus).

Recomendo bastante a leitura deste livro que foi lançado de maneira independente em 2010 e em breve será publicado pela editora Generale. Então ,se você não conhece a história, terá a oportunidade de ter a versão revista e ampliada.

Eu tenho a versão independente, com autógrafo e tudo:

E recentemente a escritora anunciou a capa da nova versão que chegará às livrarias nacionais ainda este ano de 2012:

Filha do Mal

Publicado: 4 de fevereiro de 2012 em Filmes
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Filha do Mal, produção norte americana, chegou aos cinemas do Brasil ontem e não pude deixar de conferir.

Fui ao cinema com a ideia de que se tratava de um filme promissor, afinal desbancou o Missão Impossível 4 nas bilheterias dos EUA e o trailer é instigante (ah e tem uma brasileira encabeçando o elenco).

Já na bilheteria vi que as coisas realmente prometiam (e aí depende da sua interpretação): a funcionária do cinema fez questão de conferir no meu RG se eu tinha idade suficiente para assistir ao filme (diga-se de passagem que a classificação indicativa é 16 anos). E fui “agraciada” com o seguinte comentário: “Nossa! Você tem toda essa idade? Não parece”. (Ok, quando eu tinha 16 e as pessoas me davam menos idade eu ficava brava, mas agora, com 23, acho engraçado. Obrigada genética!).

Ingressos comprados, meu namorado e eu nos dirigimos para a sala e logo na entrada tive o meu primeiro susto: ao passar por aquele túnel semi iluminado quase dei de cara com uma parte do teto que havia se soltado.  ”Opa o filme já começa aqui?”, comentei deixando a batida do coração estabilizar e nós dois rimos.

O enredo de Filha do mal se passa no final de 2009. Foi filmado como uma espécie de documentário em que a personagem principal, Isabella Rossi (Fernanda Andrade), tenta entender o que aconteceu com a sua mãe 20 anos antes quando, em ritual de exorcismo, Maria Rossi matou 3 pessoas. Junto com seu amigo Michael, o cinegrafista, ela vai para a Itália tentar juntar as peças soltas que envolvem o mistério. Em Roma, eles conhecem dois padres que tentarão mostrar a linha tênue que separa uma possessão demoníaca de um distúrbio mental.

Confesso que fico em dúvida se devo ou não recomendar esse filme. O enredo é legal, tem algumas cenas realmente assustadoras e bons efeitos, entretanto o desfecho… Tive a impressão que ficaram muitas coisas sem resposta, mas talvez esta tenha sido a intenção dos produtores (quem sabe venha continuação por aí…). Sem mencionar que muitos dos elementos utilizados não são nenhum pouco originais, não há como não deixar de relacionar com O Exorcista, Bruxa de Blair, Atividade Paranormal…

Título Original: The Devil Inside
Elenco: Fernanda Andrade, Simon Quarterman, Evan Helmuth, Ionut Grama, Suzan Crowley, Bonnie Morgan, Brian Johnson, Preston James Hillier, D.T. Carney.
Direção: William Brent Bell
Gênero: Terror
Duração: 83 min.

 

 

Terra Morta: Fuga

Publicado: 26 de janeiro de 2012 em Livros
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Terra Morta, do escritor brasileiro Tiago Toy, foi uma agradável surpresa (agradável até o ponto em que uma história sobre zumbis pode ser, devo observar), principalmente porque eu não sou muito adepta do gênero e conheço pouca coisa do que já foi produzido sobre o assunto (para citar um exemplo: apenas no início desta semana comecei a assistir a série famosíssima The Walking Dead).

A história, narrada em primeira pessoa por Tiago, já começa tirando o fôlego. Em meio há um verdadeiro Apocalipse Zumbi, em Jaboticabal, no interior de São Paulo, o jovem precisa usar todas as suas habilidades adquiridas no Parkour para escapar das garras de pessoas completamente sedentas… de carne humana. Nenhum lugar é seguro e os poucos  que não sucumbiram à doença não são lá tão confiáveis.

Para sobreviver, ele objetiva chegar até a capital, pois acredita que lá a situação deve estar sobre controle. Só não contava com o fato de que alguém se juntaria a ele nessa aventura: Daniela, uma jovem jogadora de handebol, que durante alguns dias ficou presa no ginásio de um colégio. Com humor surpreendente, ela dá um pouco mais de vida à história e para o próprio Tiago, que desde o início se demonstra avesso a qualquer tipo de interação que não esteja ligada a garantir a sua sobrevivência.

Com poucos recursos e contando bastante com a intuição (e certa dose de sorte) eles tentarão chegar a São Paulo e começar uma nova vida. No meio do caminho conhecem Ricardo, um garoto nerd, mas com um bom coração. É neste momento que os três se unem para combater uma ameça que não se limita apenas aos infectados…

Confesso que só comecei a gostar do personagem principal a partir da metade do livro. Em diversos momentos me peguei pensando: “Que cara chato!”. Mas depois consegui compreendê-lo: quando você está tentando se manter vivo não sobra muito espaço para carisma ou bom humor. Por outro lado, Daniela, acabou demonstrando-se ambígua em diversos momentos.

Indico a leitura para quem aprecia o gênero e para quem não curte também: garanto que você vai conseguir visualizar o cenário e sentir também como se estivesse fugindo de “mortos vivos”

A propósito, o que você faria se a Terra fosse invadida por uma estranha doença que deixa as pessoas completamente irracionais?

Essa é a pergunta que tem me perseguido nos últimos dias e deixo-a para sua reflexão.

Terra Morta: Fuga
Autor: Tiago Toy
ISBN: 978-85-62942-32-7
Gênero: Terror – Literatura Fantástica – Fantasia Urbana
Páginas: 248
Editora Draco

Feliz Aniversário Lee

Publicado: 26 de janeiro de 2012 em Uncategorized

Sei que essa postagem foge muito da proposta deste blog, porém resolvi fazê-la como uma maneira de homenagear uma pessoa importante na minha vida. Após anos e anos de amizade (e uma certa cobrança da pessoa, rs…) finalmente mostro esse poema escrito com as iniciais dela e aproveito para desejar muitas felicidades neste dia superespecial.

Inconstante                                                                                         

Alçando voo nas asas do pensamento
Lutando contra velhos ressentimentos, na
Inconstância em que me vejo
Não são apenas meros desejos
E nem tolos pressentimentos
Agora pois, nenhum ensejo,
Lá se vão meus sentimentos
Vagueando sem meu consentimento
E tudo que em vão almejo
Se desfaz e eu nem vejo.
Fosse querer uma vida menos complicada
E esquecer o que já não importa mais
Ressentir-me não leva a nada
Razão para sofrer um pouco mais.
Eu quero apenas ser feliz
Independente do que já passou
Realizar o que sempre quis e
Ainda descobrir o amor.

É isso, amiga… Espero que você tenha gostado. Lembre-se que quando escrevi isso (há uns 6 anos atrás) eu era uma adolescente com tendências dramáticas e melancólicas. Mas melhorei.

Parabéns pelos 23 aninhos (até que enfim me alcançou, rs..)!!!

Confesso que esse não é muito o meu estilo de filme, mas fui ver Missão Impossível 4 no cinema na semana passada (pois é, quando você namora meio que se estabelece um acordo tácito em que ambos precisam ceder: ele concorda em assistir as comédias românticas que a namorada adora e ela os filmes de ação, qualquer coisa com lutas e explosões…) e não me arrependi, mesmo sem ter assistido ao filme anterior.

A aventura inicia com a fuga/resgate de Ethan Hunt (Tom Cruise) de uma prisão russa e você mal começa a tomar fôlego quando é apresentado a primeira parte da missão que é invadir o Kremlin.

Como nos filmes anteriores Ethan não está sozinho nessa: surge então a figura da determinada agente Jane (Paula Patton), o sagaz Benji (Simon Pegg) e posteriormente, quando a ação no Kremlin dá errado e Ethan vira o principal suspeito de um ataque terrorista, junta-se ao time Brandt (Jeremy Renner).

O filme não deixa a desejar nas cenas de ação e na química entre os atores, embora haja sequências previsíveis. Recomendo principalmente para que você comece a se familiarizar com ator Jeremy Renner (Guerra ao Terror) cotado para ser o substituto de Tom Cruise nos próximos filmes da franquia.

 

A marca de uma lágrima

Publicado: 17 de dezembro de 2011 em Livros
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A maioria das pessoas que gosta do trabalho do escritor Pedro Bandeira cita esse livro como seu preferido (talvez perdendo apenas para a série ‘Os Karas’) e comigo não poderia ser diferente

Coincidentemente quando o li pela primeira vez eu tinha 14 anos, a mesma idade da Isabel, a personagem principal, e logo de cara me identifiquei. Ok, eu não era tão espetacularmente genial como ela, mas também tinha meus méritos. Adorava e ia muito bem em redação, tirava a nota máxima na maioria das matérias (detesto admitir isso, porque nunca me considerei CDF), escrevia muitos poemas e tinha minhas paixões platônicas.

Essa é mais ou menos a descrição de Isabel: uma adolescente com baixa estima que sofre com a indiferença dos pais divorciados e que esconde todas as suas inseguranças atrás de uma carapaça de frieza, indiferença e arrogância.

Mas as coisas começam a mudar (ou piorar) quando reencontra o primo Cristiano. Ela se apaixona por ele e pensa, momentaneamente, que é correspondida, quando na verdade Cristiano está interessado por Rosana, a melhor amiga de Isabel.

Rosana corresponde a Cristiano e se não bastasse isso põe a amiga em uma difícil situação: pede que Isabel escreva poemas para Cristiano para deixá-lo ainda mais apaixonado por ela, Rosana.

Em meio a todas essas complicações surge a figura gentil e super charmosa de Fernando que tenta fazer Isabel acordar para as suas reais qualidades. Abaixo segue o diálogo que os dois travam assim que se conhecem (suspiros).

” – Oi. É uma festa particular? Por que não me convida?
A luz do salão iluminou o rosto do rapaz à sua frente, que a olhava nos olhos sorrindo.
Isabel desviou o olhar e, por um momento, odiou aquele rapaz que vinha distraí-la em sua sentinela.
- Eu sou o Fernando. E você?
- Eu? Sou a ilusão…
- É um nome estranho para quem está sozinha. A ilusão nunca está sozinha…
- Pode me chamar de cretina, então. É o meu apelido.
- Cretino é aquele que crê em tudo o que ouve. Você acredita em tudo?
- Eu? Não. Só naquilo que me ilude.
- Acreditaria se eu dissesse que é a garota mais linda da festa?
- Não. Eu diria que você está me gozando. E o esbofetearia.
- Seria uma nova experiência ser esbofeteado por uma ilusão.
- Ou por uma cretina…
- Você tem resposta pra tudo, não é?
- Não. Só pra gente que tem pergunta pra tudo.”

Dá para ver que Fernando terá uma difícil missão, não é? Então não deixe de conferir o livro que não fica só no romance adolescente, mas também gira em torno da misteriosa morte da diretora do colégio que eles estudam. Ah, sem falar das menções a Fernando Pessoa e ao clássico Cyrano de Bergerac.

Ficha Técnica

Título: A Marca de uma Lágrima
Autor: Pedro Bandeira
Editora: Moderna
Ano de Publicação: 1985 (mas há várias edições)
Número de páginas: 174
Literatura Infanto-juvenil

Sinopse (4ª capa): Isabel se acha feia. Será mesmo? Feia ou não, ela é uma garota genial e  acaba escrevendo lindos versos para ajudar o namoro de Rosana, sua melhor amiga, com Cristiano, seu grande amor. A morte da diretora da escola – terá sido mesmo suicídio? – vem alterar sua vida e precipitar os acontecimentos. Isabel foi testemunha de uma cena muito suspeita e se sente ameaçada. A ideia da morte começa a tomar conta de seu cérebro, enquanto seu coração se despedaça pelo amor de Cristiano…

 

 

 

Dirigido por Frank Capra (ganhador de 3 Oscars e 1 Globo de Ouro como melhor diretor) e protagonizado por Clark Gable (E o vento levou…) e Claudette Colbert, Aconteceu Naquela Noite, de 1934, é um daqueles filmes que arrancam gargalhadas e suspiros.

A diversão é certa com a jovem Ellie Andrews, que faz de tudo para contrariar o pai rico e que, numa viagem de ônibus até Nova York, esbarra no charmoso e decidido Peter Warne, um jornalista que acaba de ficar desempregado.

Embora não tenham nada em comum, o destino se encarrega de aproximá-los: Warne enxerga na moça a maior matéria de sua vida e Ellie precisa dele para chegar até o playboy com quem ela se casou sem o consentimento do pai.

O acordo estaria ótimo entre os dois, não fosse o fato de não se suportarem, ainda que inevitavelmente acabem se apaixonando. É divertido ver Warne colocando a mimada Ellie na linha, sem deixar de lado o cavalheirismo, enquanto ela começa aos poucos a ceder.

Essa clássica comédia romântica (e não à toa o meu filme preferido, depois de Casablanca) se consagrou como o primeiro filme a conquistar as 5 principais categorias do Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Atriz e Melhor Roteiro Adaptado. É uma superdica para quem curte comédias românticas e filmes clássicos.

FICHA

Título: Aconteceu Naquela Noite (It Happened One Night, 1934, EUA)
Elenco:  Clark Gable, Claudette, Walter Connolly, Roscoe Karns
Direção: Frank Capra
Roteiro: Robert Riskin, Samuel Hopkins Adams
Gênero: Comédia/Romance
Duração: 105 minutos

 

Julieta Imortal

Publicado: 26 de novembro de 2011 em Livros
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Acabei de ler Julieta Imortal e não paro de suspirar (sim, sou romântica mesmo e não me envergonho disso). Mais do que uma história de amor, a escritora Stacey Jay escreveu um enredo cheio de mistérios e reviravoltas surpreendentes.

O livro usa como premissa a seguinte afirmação: “A maior história de amor de todos os tempos é uma farsa”. E isso por si só já é o bastante para atiçar nossa imaginação. O que realmente estaria por trás da tragédia romântica mais famosa (re)contada por Shakespeare – segundo algumas fontes históricas, o amor vivido entre Romeu e Julieta já fora narrado por outros escritores; há registros de que um dos primeiros tenha sido o italiano Matteo Bandello.

Mas isso é só um detalhe que realmente não interfere em Julieta Imortal, até porque o enredo de Shakespeare serviu apenas como inspiração para Stacey Jay. A escritora conseguiu criar uma história completamente original com os dois personagens famosos. Nela, Julieta não morreu, foi assassinada por Romeu que trocou a amada pela promessa de vida eterna,  tornando-se assim um Mercenário, título dado àqueles com a missão de separar as almas gêmeas. Por outro lado, Julieta também ganhou uma segunda chance: tornou-se Embaixadora da Luz e deve proteger os amantes verdadeiros das garras dos mercenários.

Assim, os outrora apaixonados, tornam se inimigos imortais e atravessam o tempo em sua luta, aparentemente infindável. O livro realmente começa quando Julieta ocupa o corpo de Ariel (sua nova encarnação) e Romeu o de Dylan. Os dois já estão acostumados com o confronto iminente, até que descobrem que, desta vez, as coisas serão totalmente diferentes e o destino, mais uma vez, incerto.

Ficou curioso para saber o desenrolar desta história? Então não deixe de conferir!

Ficha

Autores: Stacey Jay
Titulo: Julieta imortal
ISBN: 9788563219572
Selo: NOVO CONCEITO
Ano: 2011
Edição: 1
Número de páginas: 240

Curiosidade

A minha história com este livro foi de amor a primeira vista. Viciada em leitura do jeito que sou, a maioria dos perfis que sigo no twitter são de editoras e por isso quando li um tweet sobre Julieta Imortal da Editora Novo Conceito me apaixonei logo de cara.

Na mesma época, a Novo Conceito lançou um concurso cultural em que premiaria o vencedor com uma viagem para participar do lançamento oficial do livro em Ribeirão Preto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A promoção ficou no ar por cerca de 24h. A todo momento eu via alguém mencioná-la no twitter, no facebook e senti que eu devia participar. Fiquei alguns instantes pensando e então me veio a mente um momento da minha adolescência em que costumava olhar o céu estrelado e imaginava que em algum lugar o meu verdadeiro amor, embora não me conhecesse, também estaria contemplando aquele mesmo céu e isto nos unia de alguma maneira. Essa lembrança me fez escrever o seguinte: “Para tornar o meu Romeu imortal eu batizaria uma estrela com o seu nome, pois assim como ele me inspira, continuará durante várias gerações a inspirar o coração de muitos apaixonados” . 

Qual não foi a minha surpresa quando recebi um telefonema na manhã do dia 20 de outubro informando que eu era a vencedora. Ainda em choque eu liguei para meu namorado e falei que íamos viajar no dia seguinte. Ele não acreditou a principio (neste ano eu ganhei dois sorteios), mas abraçou tudo por minha causa.

Poderia passar o resto do post falando como a festa foi maravilhosa, como conheci pessoas legais lá (eu costumo falar demais quando me empolgo), mas ao invés disso deixo em seguida algumas das fotos que tiramos.

Essa sou eu com os atores contratados para representar a Julieta e o Romeu.

Estavam presentes muitos blogueiros e alguns escritores.

Dá esquerda para a direita: Francisco da Novo Conceito (ele que me ligou para falar que eu tinha ganhado o concurso e me apresentou as instalações da editora), eu e o Douglas, meu namorado.

Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1

Publicado: 24 de novembro de 2011 em Filmes, Vampiros

Estive presente em todas as estreias dos filmes da Saga Crespúsculo até agora, desde 2008. Afinal meu caso de amor com a série é antiga (clique aqui e confira no meu outro blog). Em todas tiveram filas enormes que começaram a se formar pelo menos 2 horas antes da sessão; meninas histéricas, gritinhos, suspiros, garotos acompanhando as namoradas um pouco a contragosto (meu namorado me acompanhou nos dois primeiros filmes, mas desistiu e ainda não entendo o porquê ;) ) e depois tentando impressioná-las – no primeiro filme presenciei um cara tentando dar um de Edward correndo com a namorada nas costas na saída da sala, o maior mico.

A estreia do penúltimo filme da saga não deixou a desejar. Estavam presentes os mesmos tipinhos de todas as sessões. Todo mundo na maior expectativa para conferir o tão esperado casamento de Bela e Edward. E mesmo achando que não precisaria de dois filmes para narrar o que acontece em Amanhecer eu tenho certeza que o filme não decepcionou (pelo menos aos fãs). Tiveram muitas cenas descontraídas, principalmente na lua de mel, sem falar nas piadinhas que os expectadores lançavam em algumas cenas (aposto que teve alguém que cantou a música do Michel Teló na sua sessão também quando ouviu/leu um “Nossa” ser pronunciado).

Com certeza foi o melhor de todos, pelo menos até agora. Maquiagem, efeitos especiais e figurinos muito bem feitos (gente como a Bela estava assustadora magra daquele jeito!). O enredo foi intenso, tiveram boas sacadas e rolou finalmente aquelas ceninhas quentes que estávamos loucas para ver desde o primeiro. E o casamento? Maravilhoso! Deu até vontade de casar, como disse minha amiga (mas que bom que passou rapidinho).

Porém, como sempre, a crítica não foi generosa (não sei como eu insisto em lê-las, mas fazer o quê né, os dois lados merecem ser ouvidos). Quem não gosta de Crepúsculo acha que isso é coisa para adolescentes ou jovens ingênuas; não poderiam estar mais equivocados. Nós temos consciência que aquele ideal de amor só funciona na ficção (o Edward é lindo e tudo o mais, mas seria muito chato namorar um cara como ele; a perfeição costuma ser tediosa se prolongada e imagina para sempre?). Outra coisa, o filme está mais maduro, afinal quem começou a acompanhar a série desde o começo, como eu, já não é mais adolescente. Super recomendo!

Ficha

Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Ashley Greene
Direção: Bill Condon
Gênero: Aventura
Duração: 130 min.
Distribuidora: Paris Filmes
Classificação: 14 Anos

Sinopse

Após seu casamento, Bella e Edward viajam para o Rio de Janeiro para sua lua-de-mel, onde finalmente cedem à paixão. Porém, a felicidade dos recém-casados é interrompida quando uma série de traições e desgraças ameaça destruir o mundo deles.